O que ver em Pitigliano + mapa grátis, a “cidade do tufo”

09/abr | por Deyse Ribeiro

O que ver em Pitigliano, mais que a “cidade do tufo”, eu chamaria de cidade construída sobre o tufo! E ainda tem mapa grátis em português!

Pitigliano está localizado na Toscana, na região da Maremma, porém no meio do caminho entre Florença e Roma, sobre uma rocha íngreme de tufo, há 313 metros acima do nível do mar. A área de Pitigliano é caracterizada pela pedra de tufo, um tipo endurecido de magma vulcânico. A paisagem típica da Toscana que você esta acostumado a ver, com pequenas casas de fazenda em suaves colinas, raramente é encontrada aqui. O sul da Toscana é selvagem e sua paisagem é mais semelhante a região vizinha do Lazio.

Sua paisagem de tufo é inconfundível e o precipício que a circunda dá a Pitigliano um charme surreal. Suas casas parecem crescer diretamente fora de tufo vulcânico vermelho-amarelado, que foi escavado desde a época etrusca, e mais tarde usado como refúgios e adegas.

É também conhecida como Pequena Jerusalém (Piccola Gerusalemme), devido à longa presença de uma comunidade judaica. Antes desta parte particular da história, Pitigliano tem um passado antigo, foi uma terra etrusca onde até hoje deixa suas marcas.

Hoje, dentro da cidade não há muita evidência da origem etrusca, além do pequeno  Museu Arqueológico no Palazzo Orsini. Mas a área circundante tem muito para oferecer aos visitantes. A necrópole de Sovana é a principal atração etrusca a poucos quilómetros de Pitigliano, mas o Museo all’Aperto Alberto Manzi de Pitigliano também oferece um interessante vislumbre da cultura etrusca.

Você vai adorar a cidade com suas casas de pedra, pequenas lojas encantadoras e ruas medievais que têm vista para o precipício.

Um pouco de história

A lenda diz que a cidade recebeu seu nome de dois romanos que escaparam de Roma com uma coroa de ouro, que se chamavam Petilio e Ciliano. Mas as origens remontam mais cedo, na pré-história como atestado por várias cavernas rupestres.

Pitigliano e seus arredores foram habitados desde os tempos etruscos (séculos VII a VI a.C.), depois os romanos, na Idade Média tornou-se um feudo da família Aldobrandeschi (os primeiros senhores da Maremma), os Orsini, e por último dos Medici (com o seu Granducado). A cidade é ainda o lar de tesouros de todos esses antigos governantes: túmulos etruscos, as origens romanas da antiga Gens Petilia (que mais provavelmente foi a origem do nome Pitigliano).

A partir de 1500, Pitigliano saudou uma crescente comunidade judaica, que a apelidou de a Pequena Jerusalém. Esta comunidade encontrou refúgio sob o domínio da família Orsini até 1700, quando a família Lorena reabriu as portas do gueto. Durante o fascismo, os judeus deixaram a cidade e se esconderam no campo, ajudados pelos outros habitantes de Pitigliano. Depois da Segunda Guerra Mundial, a comunidade judaica lentamente se dissolveu.

Dicas Práticas

A cidade velha é construído em três ruas principais (Via Vignoli, Via Roma e Via Zuccarelli), quase paralelas, ligadas por uma rede  de ruas estreitas. Depois de atravessar Piazza Garibaldi, onde você pode ver duas escadas que conduzem às muralhas da Citadella, flanqueando os arcos do aqueduto Mediceo.

Para visitar Pitigliano, minha sugestão é que você se perca entre as ruas mais estreitas procurando por detalhes não revelados. Aproveite o seu tempo para admirar o aqueduto, a Catedral e o Palácio Orsini. Se você gostaria de enriquecer sua viagem, deixe pelo menos 2 horas somente para visitar o Gueto Judeu e para uma caminhada através das antigas muralhas. É um verdadeiro salto de volta nos séculos passados. Este é um passeio até mesmo adequado para famílias com crianças.

Há também uma cidade subterrânea em Pitigliano! É um labirinto de pequenos e grandes locais esculpidos na rocha subterrânea, muitas vezes resultado de áreas que já haviam sido obtidas escavando o tufo muitos séculos antes, como estábulos, tumbas etruscas, casas antigas, esconderijos e celeiros subterrâneos. O primeiro local da adega típica Pitiglianese (cantina pitiglianese) é o “cellaro“, em seguida, vem a garganta profunda cavada no tufo onde se guardavam os barris do vinho típico da cidade (veja mais abaixo).

Onde tirar as melhores fotos: para tirar ótimas fotos de Pitigliano você deve dirigir para o Santiário de Santa Maria delle Grazie, cerca de 2 km do centro (do outro lado do precipício) e dali caminhar para a Via San Michele, na parte nova da cidade. Ou apenas se perder e caminhar ao redor do centro, porque cada rua há um vista mais bonita que a outra! Não deixe de voltar à noite para fotos com a iluminação da cidade que é maravilhosa!

Estacionamento: estacione o seu carro fora das antigas muralhas, onde há muitos estacionamentos, mas se tiver sorte pode deixar o seu carro atrás da área do mercado, que é gratuito durante todo o dia.

Veja como ir, onde comer e como chegar, no final do texto!

Comidas típicas

O pratos típicos que você pode encontrar na cidade são: gnocchi di pane al cinghiale (nhoque de pão com javali), crostini con il cavolfiore (couve-flor), la migliaccia di Pitigliano (crepes finos recheados com ricota ou queijo pecorino), a focaccia bastarda con ricotta e vin santo (com ricota e vin santo), assim chamada  de “bastarda” porque durante a cozedura, a massa emerge do recipiente assumindo uma forma de cogumelo. Ainda tem o tortello dolce fritto ou ao forno (pasta folhada recheada de ricota e canela, banhada com licor de alchermes), o tozzetti di Pitigliano, biscotos de amêndias e frutas cristalizadas.

Sfratti

A presença histórica da comunidade judaica, fez com que Pitigliano adotasse muitos pratos da culinária judaica, incluindo a minestra di Esaù, uma sopa com lentilhas e almôndegas; o calzonicchi (tortelones recheados de cérebro); o tegamata, prato feito de carne deixadas de molho no vinho e batatas.

O doce mais famoso é o sfratti, que você vai encontrar em toda lojinha, e que se assemelhavam a um bastão, recheado com mel, frutas cristalizadas, anis e noz-moscada. Esse doce recebeu esse nome para comemorar o édito emitido por Cosimo II de ‘Medici que em 1600 ordenou que os judeus do distrito se mudassem para o gueto de Pitigliano: para despejar os inquilinos os mensageiros enviados batiam nas portas das casas judaicas com um bastão.

Bianco di Pitigliano DOC

Pitigliano é a cidade de tufo, mas também do Bianco de Pitigliano Doc, um vinho branco delicioso. As vinhas que podem ser vistas passeando ao redor da cidade, que faz parte da paisagem circundante são a base para um dos poucos vinhos brancos da Toscana que podem contrariar o domínio dos grandes vinhos tintos desta terra.

O Bianco di Pitigliano é um DOC, feito à base de uvas trebbiano e chardonnay, é um vinho elegante, com diferentes notas frutadas e uma forte nota mineral, dada pelo tufo.

Experimente, talvez durante Setembro di Vino, o festival de vinho de Pitigliano, dias das “adegas abertas” que ocorrem na primeira semana de Setembro, no centro da cidade.

Festas e eventos na cidade

19 de março: Torciata di San Giuseppe  – “Torciata” de São José, quando um grupo de homens vestidos de hábitos carregam em seus ombros feixes de canas acesas, da Via Cava até a praça da cidade, onde as palhetas e um fantoche representando o “Invernaciu” é queimado. Um jeito fascinante de comemorar São José e a chegada da primavera. Este ano eu fui durante a Torciata e foi super interessante, eu mostrei no face AQUI e AQUI.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Junho: Celebrações em honra de São Paulo da Cruz
Agosto: Festa della Contea: três dias com banquetes renascentistas, desfiles históricos, bateristas e menestréis.
16 de agosto: Celebrações em homenagem à San Roque, padroeiro da cidade
Primeiro fim de semana de setembro: Abertura das adegas das vinícolas (ou “cantinelle”), geralmente começa numa quinta-feira e vai até o domingo para comemorar o vinho “novo”, ou seja a nova safra à ser vendida do Bianco de Pitigliano Doc e do Rosso di Sovana.
Dezembro: Festival Internacional de Documentários

O que ver em Pitigliano

Abaixo vou fazer uma listagem do que ver em Pitigliano, como praças, monumentos e museus, assim você pode escolher o que visitar segundo o seu interesse.

Não deixe de fazer o download no Mapa Grátis de Pitigliano, nele há todas as informações.

clique e faça e baixe os mapas grátis

clique e faça e baixe os mapas grátis

Atenção: Os números dos locais abaixo se referem aos números marcados no mapa, assim fica mais fácil localiza-lo e marcar no mapa aquilo que lhe interessa visitar. Mas a ordem, eu coloquei como num trajeto pela cidade, colocando aquilo que é mais próximo primeiro. Todas as informações relativas aos horários dos museus e preços de entrada se encontram no mapa.

A cidade em si é pequena o suficiente para caminhar facilmente, distribuída por três rotas principais, quase paralelas, ligadas por uma rede de sessenta becos, alguns dos quais se abrem sobre a falésia de tufo. As casas são de pedra, e em algumas encontramos decorações de travertino, portais e varandas cheias de flores. No subsolo da cidade há um mundo de túneis, caves em grande parte da época etrusca.

Pegue o mapa e siga o passeio! A visita pode começar ao atravessar a ponte em arco que conduz à Pitigliano ou passando através da porta antiga com o brasão da família Orsini.

Na primeira praça da cidade, fica o ponto de informação turístico, e no mesmo local funciona o (15) Museo della Civiltà Giubbonaia, é uma rica coleção particular de objetos de locais diferentes, principalmente ferramentas e objetos da vida rural tradicional típica da Marema e de Pitigliano.

A primeira coisa que você vai notar em Pitigliano são os dois arcos gigantes, é o (4) Aquedotto Mediceo, um aqueduto apoiado em uma enorme coluna e conectado a treze arcos menores. Ele foi construído pelos Medici entre 1636 e 1639. Foi um trabalho de engenharia excepcional, pois para levar água dos córregos que fluem debaixo do precipício à uma inclinação muito íngreme não é nada fácil, imaginem! As únicas fontes de água da cidade durante séculos foram as três fontes da Piazza della Repubblica adjacente.

Destas, a mais bela é a Fontana delle Sette Cannelle, a “fonte das Sete Bicas”, formada por cinco arcos enormes com muitos pináculos. As bicas de onde saem a água são decoradas com esculturas representando cabeças de animais. Na praça há também duas fontes individuais, realizadas no início do século XX, com elementos barrocos.

É difícil de imaginar estando de frente, mas no mapa você pode entender que antes, a cidade tinha uma fortaleza a (1) Fortezza Orsini, construída entre 1543 e 1545 por Antonio da Sangallo, o Jovem,  para o Conde Gianfrancesco Orsini. O Sangallo construídos dois redutos poligonais, mais capazes de resistir ao impacto de armas de fogo em comparação com as torres existentes circulares. As muralhas foram transformadas em casas particulares (da qual você pode ver pelo mapa que forma certinho um muro de proteção), e hoje é visível somente o Palazzo Orsini.

Na Piazza della Repubblica, onde fica a fonte que falei acima, é a entrada do (2) Palazzo Orsini, realizado pela família Aldobrandesca, e atualmente pertence à Cúria Diocesana e é a sede da Diocese de Pitigliano, Sovana e Orbetello. No Palazzo Orsini atualmente ficam 2 museus:

  • (14) Museu Diocesano di Arte Sacra: possui dezenove salas e abriga uma valiosa coleção de objetos sagrados, juntamente com moedas, esculturas em madeira, pinturas, ​​e tecidos preciosos. Algumas salas são dedicados aos pintores: Francesco Zuccarelli, Pietro Aldi e Paride Pascucci. Atualmente fechado ara reforma.
  • (12) Museo Civico Archeologico della Civiltà Etrusca: o Museu Arqueológico da civilização etrusca, contém uma exposição de artefatos principalmente etruscas, que datam do período arcaico (VII-VI aC.) encontrados durante escavações na necrópole de Poggio Buco e na vila de Pitigliano.

O Palácio ainda abriga  a Biblioteca e o Arquivo Municipal e a Biblioteca  e Arquivo histórico Diocesano.

Se da praça principal, Piazza della Repubblica, ao invez de ir à direta (via Roma) em direção à Catedral, eu indico primeiro começar entrando na rua à esquerda, Via Zucarelli, pois logo no início encontrará os (11) Painéis com descrição histórica da cidade, uma ótima maneira de conhecer como a cidade foi povoada.

Antes de tudo, é importante entender que em 7 de junho de 1944, houve em Pitigliano, assim como em Grosseto, o bombardeio pelas forças aliadas, tendo como vítima 78 pessoas. O local do bombardeamento foi mantido sem nenhuma reforma ou intervento, como um lugar de memória, até 2002, quando foi reformado e trouxe à luz os túneis e reservatórios antigos, dos quais alguns de época etrusca e atualmente pode ser visto protegida por vidro, gratuitamente, e onde ficam vários painéis que contam como foi a construção da cidade, como era a vida da população e como eram as “adegas” de vinho. Vale a visita, e é gratuito.

Voltando à Praça e continuando ao longo da Via Roma você vai chegar a Piazza San Gregorio, onde fica a (5) Catedral de San Pietro e Paolo, com fachada do século XVIII, o interior tem uma única nave. Junto à Catedral fica o pórtico do Palazzo Comunale, ou seja, a prefeitura da cidade e em frente, o “Monumento alla progenie Ursinea“, finamente decorado de travertino, no topo do qual é colocado o urso heráldico. No pilar está a inscrição em latim, datada em 1490, que fala da astúcia e da força dos Orsini.

Continuando da Catedral ao longo da via G. Orsini fica a bela (9) Igreja de Santa Maria (hoje chamada San Rocco), é a mais antiga de Pitigliano (século XII), com uma fachada do século XVI, dentro há três corredores com afrescos.

Além da igreja que você vai chegar a Porta di Sovana de onde se tem uma outra bela vista em casas de Pitigliano e onde você pode reconhecer partes das muralhas etruscas. O primeiro sistema de muralha da cidade foi construído pelos Etruscos durante o VII séc. aC, atualmente visível na parte noroeste do centro histórico.

A pequena Jerusalém

Atrás da catedral fica o (3) Gheto Ebraico, o Gueto Judeu característico da cidade. Na verdade, a partir do século XIV, como resultado das restrições devido às Bulas Papais de 1555 e 1569 do Estado Pontifício e as medidas Granduca da Toscana em 1570 e 1571, muitas famílias judaicas encontraram refúgio em Pitigliano, onde se formou a maior comunidade judaica do centro da Itália.

Por razões comerciais Pitigliano tornou-se por sua vez o centro judaico de diversas cidades da Toscana e da região de Lazio. As condições económicas e sociais no século XX trouxe uma emigração lenta mas constante de Pitigliano pelos judeus para as cidades maiores, até que as leis raciais e perseguições à última Guerra Mundial acelerou o fim da Comunidade, cuja última chama foi extinta com o encerramento da sinagoga em 1960. Durante a guerra, muitos judeus foram salvos graças à generosa proteção da população local, que ofereceu hospitalidade, refúgio e assistência, apesar dos riscos, no momento mais negro da história. É tão dignamente fechou a longa história de tolerância, estima e muitas vezes de amizade e afeição entre cristãos e judeus, que constituem o valor fundamental e experiência exemplar de Pitigliano.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Portanto, em Pitigliano, apesar do fato de que os judeus na cidades sejam somente três pessoas, o antigo relacionamento continua de outras formas, na restauração e conservação dos monumentos judaicos (Sinagoga, forno de pão ázimo, o banho ritual, o cemitério, e do Museu Judaico,) a escolha de produzir vinho kosher na adega da Cooperativa Pitigliano, a fundação da “Pequena Jerusalém”, tem como objetivo a manutenção dessa linda da história de Pitigliano.

O Gueto Judeu hoje é a área entre a Catedral e a Igreja de Santa Maria e é caracterizada por pequenas e estreitas ruas, além da sinagoga do século XVI, restaurada em 1995 após anos de negligência, ainda ali ficam os  arquivos, a escola e o forno judaico.

forno

Na entrada do Gueto, fica a lojinha e venda do ingresso (7 euros). O local é uma fascinante viagem através de locais escavados no tufo. Quando os judeus começaram a habitar esta parte da cidade, encontraram cavado dentro do tufo estes locais, que eles readaptaram em base às necessidades da comunidade. O primeiro local a ser visitado é o local do banho ritual, em seguida a adega, o pequeno museu bastante didático que conta as festas e ritos judaicos, mudando de ambiente chega-se à tinturaria, ao açougue, a lavanderia e o local do forno de pão ázimo, terminando a visita com a Sinagoga.

Fora do centro da cidade, no caminho para Manciano é que fica o pequeno cemitério judeu (10).

Não deixe de fazer o download no Mapa Grátis de Pitigliano, nele há todas as informações.

clique e faça e baixe os mapas grátis

clique e faça e baixe os mapas grátis

Fora da cidade

Do outro lado da cidade, cortada pelo precipício da cidade, fica o (6) Santuário della Madonna delle GrazieO santuário era originalmente uma capela rural simples do século XV.  Nos três séculos seguintes foram construídos pelos frades franciscanos um convento. Então, no final do século XVIII, os franciscanos deixaram o local, virou um santuário dedicado à Madonna delle Grazie.

Fora da cidade (cerca de 800 metros) no caminho para Sorano, no topo de uma colina, você pode visitar o (13) Museo Archeologico all’Aperto Alberto Manzi, também chamado de Parco Orsini, com estátuas de pedra e bancos esculpidos na tufo. Você vai encontrar gravuras rupestres, assentos de pedra antigos, as ruínas da (7) Igreja e Convento de San Francesco, destruída por um incêndio em 1911 e o mosteiro que agora é uma casa particular. No topo, em uma pedra semicircular de puro tufo se desfruta de um excelente panorama. Uma curiosidade: o Parque Orsini também é conhecido como Poggio Strozzoni, já que foi o local onde o Conde Orso Orsini estrangulou sua esposa, suspeita de infidelidade.

Ainda na estrada que vai de Pitigliano para Sovana, fica o (8) Tempietto Paleocristiano. É um templo escavado na rocha, onde dentro há 3 nichos e inscrições relativas à 397 dC. O teto é abobadado e nos mais altos medidas pontuais aproximadamente 2 metros. Com toda a probabilidade foi originalmente uma tumba etrusca.

Perto Pitigliano são numerosas as assim chamadas  (16) Vie delle Cave, caminhos etruscos colossais e misteriosos esculpidos na rocha calcária até vinte e cinco metros abaixo do nível do solo. Eles são únicos no mundo e funcionais até hoje. Algumas dessas “vias” possuem até um quilômetro de comprimento, com paredes de até 20 metros.

As principais são a “del Gradone” (onde fica o museu ao ar livre que falei acima), a via “del San Giuseppe”, “di Fratenuti”, “di San Rocco” e “della Madonna delle Grazie”. Eu fiz dois desses caminhos de trekking e ainda esta semana vou escrever sobre eles aqui no site! Aguarde!

Também vale a pena visitar o sítio arqueológico de Poggio Buco, localizado a cerca de 9 km de Pitigliano, que abriga as tumbas etruscas do oitavo ao sétimo século.

Como ir à Pitigliano:

Infelizmente, a única forma de chegar a Pitigliano é de carro. Portanto, se você estiver visitando Florença ou Roma, você deve alugar um carro. Pitigliano está no centro sul da Toscana, cerca de 70 km de distância da cidade de Grosseto

De trem
As estações ferroviárias mais próximas são Grosseto (onde chegam trens de Florença, Siena, Roma e Pisa), Orbetello e Viterbo Porta Fiorentina (trens de Roma).

Não convém ir de trem porque a ligação para a cidade de ônibus dali é inexistente!!!!

De ônibus
Existe somente 2 possibilidades, mas muito difíceis, sendo que eu não indico. São:

  •  ir de Grosseto para Orbetello – Orbetello com ônibus de RAMA –  1 a 2 vezes por dia: para ver os horário (mudam sempre a cada 6 meses), eu deixo o  LINK central do site. Ao abrir a página clique na linha 11P-A (que é a linha que faz PITIGLIANO – MANCIANO – ALBINIA – ORBETELLO) e 11P-R (ORBETELLO – ALBINIA – MANCIANO – PITIGLIANO)
  • Há também um serviço diário de ida e volta com Viterbo com ônibus SIRA.

De carro

Única opção plausível para ir a cidade infelizmente, porque nos outros há apenas uma opção de ônibus com 2 trocas não da!!

  • Do norte: siga pela auto-estrada A1 em direção a Roma, saia em Orvieto, continue pela SS 71, atravesse Bolsena, tome a SS 2 Cassia e continue pela SS 74 seguindo as indicações para Pitigliano.
  • De Grosseto : Pegue a SS1 Aurelia em direção a Roma, atravesse Albinia e continue na SS74 para Pitigliano.
  • De Roma : Pegue a rodovia Roma – Civitavecchia, pegue a estrada costeira em direção Grosseto – Livorno, saia em Albinia e, em seguida, siga as indicações para Manciano e, em seguida, Pitigliano.

Gostaria de um serviço de transfer ou carro/van com motorista para girar a Toscana?
Peça seu orçamento AQUI

Onde comer

Em cada rua ou beco da cidade há um restaurante que você escolher para almoçar ou jantar, você não vai se decepcionar. Eu fui à Pitigliano 4 vezes já, eis alguns locais que eu provei:

  • Ristoranti Gustando: um pouco turísticos mas os pratos eram bons
  • Enosteria Pancaciua: uma enoteca/osteria muito boa, onde descobrir o “Bianco di Pitigliano Doc” com um bom prato. Provei na minha última viagem, indico a lasanha de javali, e não esqueça os queijos da região!
  • Hostaria del Ceccottino
  • Il Tufo Allegro: chef Domenico com cozinha tradicional, local e orgânica.Tudo é feito à mão com massas frescas, pão e grissini, bem como sobremesa e doces! Tente um do menu especial e não se esqueça de pedir o fagioli del purgatorio , feijão delicioso servido com azeite e deixe espaço para a sobremesa de queijo e ricotta!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Onde ficar:

Pitigliano está localizado no coração de Maremma, no meio do caminho território entre o mar e a serra, e atrai um turismo sofisticado, daqueles que escolhem natureza, boa comida, as antigas vilas e a grande tradição de hospitalidade na Toscana. Não é de admirar, então, que entre Pitigliano e nas cidades vizinhas há cerca de 80 pequenos hotéis, agriturismos e B & B. Como qualquer destino Tuscano, Pitigliano está em alta demanda na primavera, especialmente durante feriados nacionais, verão e outono. Excluindo-se os meses mais frios, a Maremma é um destino turístico cada vez mais lotado.

Portanto, recomendamos reservar com antecedência, mesmo para escolher as soluções com um bom preço, que geralmente começam em 50 € por noite em quarto de casal, com café da manhã incluído. Eu já fiquei em 2 locais ali próximos:

  • Cerchio Verde – agriturismo, um hotel fazenda que eu paguei 75 euros por noite em março de 2017. Tem 9,5 no Booking, o que é ótimo. Fica em uma fazenda que produz azeite e fica um pouquinho fora de Pitigliano, tem estacionamento, bom café da manhã, proprietários agradáveis.
  • Villaggio Le Querce – é um resort com 25 quartos, piscina, spa e restaurante. Eu gostei muito porque era independente, tinha estacionamento de frente aos quartos e o spa era muito bom. Fui em 2015. Fica rm Sorano, cidade pertinho de Pitigliano.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Não deixe de fazer o download no Mapa Grátis de PITIGLIANO, nele há todas as informações.

clique e faça e baixe os mapas grátis

clique e faça e baixe os mapas grátis

E você ja foi em Pitigliano? Tem alguma dúvida? Dê o seu pitaco ai embaixo!

*Este post contém indicações para  serviços de afiliados. Para ver nossa política de monetização, clique aqui.


Publicidade

Compartilhe este conteúdo:


Por Deyse Ribeiro
Twitter - Facebook - Google Plus - Instagram - RSS

Mapa

Participe e dê seu pitaco!