O Palazzo Pitti tem 8 museus que vão te surpreender!

28/mar | por Deyse Ribeiro

O Palazzo Pitti foi a casa da família Medici e dos seus sucessores até o Rei da Itália, e hoje abriga 8 museus que vão te surpreender! Conheça mais.

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*Este texto faz parte da Blogagem Coletiva da Rede Brasileira de Blogs de Viagem (RBBV), saiba mais no fim deste texto.

Esta enorme palácio é um dos maiores exemplos da arquitetura em Florença. Originalmente, o palácio foi construído pela família Pitti em 1457 por Filippo Brunelleschi e realizado por seu aluno Luca Fanelli. Na época, foi criada para ser a maior residência da cidade. No entanto, em 1464 a construção foi interrompida devido aos problemas financeiros de Luca Pitti. O edifício original incluía apenas a parte central do edifício atual, as 7 janelas centrais no primeiro andar.

Com a morte de Pitti em 1472, o edifício foi vendido em 1549 por Buonaccorso Pitti, descendente de Luca, à Eleonora de Toledo, esposa do Granduca Cosimo I, tornando-se a residência dos Medici. Eleonora havia sido educada na luxuosa corte de Nápoles, teve 8 filhos e preferia ter uma residência mais “adequada” à uma Princesa, e com espaço ao ar livre para seus filhos.

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Para os terrenos ao fundo do palácio, na colina do Bovoli, em 1551 foi encomendado à Niccolo Tribolo um projeto para criação de um grande parque, os Jardins do Boboli, que incluía um anfiteatro, onde depois foram encenadas grandes produções teatrais com elaborados cenários para a nobreza florentina.

Para os Medici, representava uma alternativa mais prestigiada do que a residência no Palazzo Vecchio, e enfim, Cosimo I decidiu fazer dele um palácio principesco. Em 1560 Bartolomeo Ammannati projetou e construiu o grande pátio e acrescentou as duas alas laterais.

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Na verdade, o Palazzo Pitti permaneceu por muito tempo uma espécie de hotel para a visita de embaixadores e reis, mas também foi utilizado para eventos sociais “mundanos” da corte, como a simulação de uma batalha naval entre vinte navios turcos e cristãos para as celebrações do casamento de Ferdinando I de Medici e Cristina de Lorraine em 1589.

Além disso, para ir ao Palazzo Pitti de forma mais tranquila e segura, Cosimo I encomendou ao seu arquiteto, Giorgio Vasari, a construção de uma passarela elevada, chamada posteriormente de “Corredor Vasariano”, que o ligasse aos seus escritórios (Uffizi) e ao Palazzo Vecchio. Cosimo II de Medici depois,  ampliou e abriu o pátio. A fachada se manteve quase inalterada com o passar dos anos.

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Foi somente durante o reinado do filho de Cosimo I, o Granduca Ferdinando I de Medici e da sua esposa, Cristina de Lorena, que o Palácio foi ocupado integralmente e se tornou casa oficial da família. O Palazzo Pitti de Florença, hospedou nos últimos séculos mais duas dinastias, os Asburgo Lorena, os sucessores dos Medici, e posteriormente, os Savoy, os reis da Itália unida.Por isso encontramos uma decoração luxuosa, uma coleção única e extraordinária de obras de arte, que foi aumentando ao longo dos anos, tornando assim o Palácio, uma mansão espetacular.

Os Asburgo Lorena foram os que abriram, pela primeira vez o Palazzo Pitti como museu, com as obras dos Medici. E quando em 1860 a Toscana se tornou parte do Reino de Itália, o Palácio passou a ser propriedade dos Savoy, reis da Itália e serviu entre 1865 e 1871, como residência oficial do rei Vittorio Emanuelle II, enquanto Florença foi capital do reino da Itália.

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Este Palácio, obra única do renascimento florentino, tem para oferecer um complexo de museus incomparáveis. Na sua estrutura atual, há áreas belíssimas acessíveis como a Gruta de Moisés, a Fontana del Carciofo (Fonte da alcachofra), o Teatro del Rondò di Bacco (aberto somente em eventos), a Fonte del Leone, etc. O Palácio na verdade, possui muitas surpresas, caminhos únicos entre uma série de obras de arte de todas as épocas: os apartamentos monumentais, o Museo d’arti moderna, a Galleria Palatina, a Galleria del costume, o Museo degli argenti, o Museo delle porcellane, o Museo delle carrozze, e claro, o Giardino di Boboli. Ainda, com o ingresso do jardim é possível visitar um outro jardim, o Bardini, que fica ao lado do Palazzo Pitti e há uma entrada de dentro de Boboli.

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eu em um dos meus tours no Palazzo Pitti

Interessante, é conhecer o museu acompanhada de uma guia de turismo oficial de Florença, veja aqui, o tour guiado realizado por mim neste museu. E ainda, antes de visitar, compre os ingressos para evitar ficar muito tempo na fila.

1. Os Apartamentos Monumentais:

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Os apartamentos monumentais consistem em 14 salas, os chamados Appartamenti Reali (apartamentos reais) e das 6 salas dos chamados Appartamento degli Arazzi (da tapeçaria) que compunham parte da residência dos Medici, embora ao longo do tempo o mobiliário foi alterada pelos novos inquilinos que ocupavam os apartamentos (os Asburgo Lorena e os Savoy). Na verdade, foi precisamente nas mãos dos Savoy, e em particular do Umberto I e da rainha Margherita, a decoração atual com quartos sumtuosos, tapeçarias e mobiliário antigo, como as camas de dossel, ainda, a decoração e pintura das salas:  dei Pappagalli (do papagaio), da capela, e da sala do trono.

Ao lado, fica a Sala Bianca afrescada pelos de irmãos Albertolli, e local de nascimento da moda italiana (para saber mais leia aqui), e hoje centro de muitas exposições temporárias.

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Nem todas as salas são abertas ao público durante o ano, porque utilizadas em exposições temporárias. Geralmente são abertas as salas: bianca, delle nicchie, verde, do trono, celeste, a capela, a sala dei Pappagalli, o salotto da Rainha, o quarto da rainha e o o gabinetto ovale. *Até 3 de abril são abertas ao público a ala do quarto do Rei, seu gabinete e salas adjacentes para a exposição temporária “Firenze Capitale, a Palazzo Pitti in mostra i doni e le collezioni del Re“.

É possível visitar com o mesmo ingresso da Galeria Palatina e Museu de Arte Moderna. Compre aqui.

2. A Galleria Palatina:

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Em 1828, quando Toscana passou às mãos dos Asburgo Lorena, as pinturas mais importantes do palácio foram pendurados na Galeria Palatina. As salas foram pintados por Pietro da Cortona, com tetos decorados com estuque, visíveis durante a visita, é o exemplo mais importante do barroco em Florença. A Galeria Palatina tem 28 salas, onde a decoração respeita o estilo do passado, com as pinturas colocadas umas sobre as  outras na parede, divididas por um critério decorativo e não por período ou por escolas de pintura.

Possui pinturas principalmente dos séculos XVI e XVII, é a galeria dos quadros dos Granducas e está entre as mais importantes galerias de arte da Itália, com obras do renascimento, maneirismo e do barroco.

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Obras de autores imperdíveis como: Salvator Rosa, Filippo Lippi, Luca Signorelli, Pontormo, Ruysch,  Rubens, Giorgione, Bronzino, Fra Bartolomeo, Van Dyck, Tiziano, Tintoretto e Paolo Veronese. As Salas mais importantes são as “dos deuses” porque conservam o maior núcleo de obras de  Rafael: a Madonna del Granduca, a Madonna della Seggiola, a Visione di Ezechiele, a Velata, o ritratto della Fornarina.

Molduras ricas e douradas, tinham como destino impressionar e surpreender os visitantes. Além das pinturas, as salas também são enriquecidas com esculturas e peças preciosas de mobiliário, como mesas incrustadas de pedras semipreciosas, realizadas pelo Opificio delle Pietre Dure.

É possível visitar com o mesmo ingresso dos Apartamentos Reais e do Museu de Arte Moderna. Compre aqui.

3. Galleria D’Arti Moderna:

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A Galeria de Arte Moderna possui algumas das obras-primas da pintura italiana e escultura do final do século XVIII ao fim da primeira guerra mundial, tendo assim peças que vão  do neoclassicismo, romantismo, ao período dos Macchiaioli, antecipação italiana do impressionismo.  Possui  nas suas quase 30 salas, autores como Antonio Canova, Giovanni Duprè, Francesco Hayez, ainda, dos artistas do período dos Macchiaioli, Fattori, Signorini e Lega e por fim, de artistas como  Boldini, Zandomeneghi, Podesti, Donghi, Morandi, Pisis, Balla e Marinetti.

É possível visitar com o mesmo ingresso dos Apartamentos Reais e da Galeria Palatina. Compre aqui.

4. Galleria del Costume:

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Galleria del Costumi

A galeria, que em português pode ser traduzida como galeria do vestuário (ou do traje), fica na Palazzina della Meridiana, um pavilhão sul do palácio construído por Pedro Leopoldo de Lorena. Aqui os visitantes são confrontados com uma coleção de seis mil peças: roupas antigas, figurinos de teatro e cinema, acessórios, etc. Aqui é possível desenhar a história real da moda italiana, graças aos exemplos de mestres contemporâneos, como Valentino, Armani, Versace, Pucci, Missoni, Yves Saint Laurent.

As coleções são periodicamente trocadas para garantir a sua perfeita conservação. A maioria das peças são provenientes de doações públicas e privadas, às vezes com a doação ou venda de todo guarda-roupa de celebridades ou de personagens de grande importância histórica.

É possível visitar com o mesmo ingresso dos Jardins de Boboli, Museu degli Argenti, Museu da Porcelana e ainda usufruir para ir ao Jardim Bardini. Compre aqui.

5. Museo degli Argenti:

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No Museu de prataria, se preservou o que é chamado de “o tesouro dos Medici”, obras pertencentes a Lorenzo, o Magnífico e de outros membros da família Medici: vasos antigos, taças, copos de ametista, mas também relicários, jóias, pratas, camafeus, cristais, trabalhos em marfim, pedras preciosas, e cristal de rocha.

Criado na metade do século XIX, fica na ala lateral do palácio, ao norte do corpo principal do edifício, e se estende em 14 salas no piso térreo e em 13 salas do mezanino superior. Nas salas VI a XII, ficavam os apartamentos de verão do granduca e são decorados com afrescos do século XVII realizados por Giovanni da San Giovanni traçando a história dos Medici desde Lorenzo, o Magnífico, e seus sucessores, através de alegorias clássicas.

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É possível visitar com o mesmo ingresso dos Jardins de Boboli, da Galeria del Costume, do Museu da Porcelana e ainda usufruir para ir ao Jardim Bardini. Compre aqui.

6. Giardino di Boboli:

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Os Jardins de Boboli são definitivamente a maior área verde monumental de Florença. Sua história possui mais de quatro séculos, quando Cosimo I encomendou o projeto para Tribolo em 1549. O trabalho foi então realizada por Ammannati, Buontalenti e Parigi.

O jardim possui uma área de cerca de 45.000 m², e passou, ao longos dos anos configurações diferentes, com um eixo longo e paralelo ao palácio, a partir do qual se desenrolam caminhos cobertos com cascalho que conduzem aos lagos, fontes, templos e grutas. Nesta concepção, as estátuas assumem importância no jardim, e adornam edifícios, como o Kaffeehaus (raro exemplo de rococó na Toscana), que lhe permite apreciar a vista sobre a cidade, e na Limonaia.

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Certamente valem a sua visita: a Gruta del Buontalenti (1583), o anfiteatro romano com o obelisco egípcio no centro, Bacia de Netuno, a Estátua da abundância de Giambologna e Tacca (1563), o Casino del Cavaliere, o Jardim del Cavaliere, e a Fonte dell’Oceano.

É possível visitar com o mesmo ingresso do Museu degli Argenti, da Galeria del Costume, do Museu da Porcelana e ainda usufruir para ir ao Jardim Bardini. Compre aqui.

7. Museo delle Porcellane:

O Museu de Porcelana está localizado no Casino del Cavaliere no meio dos Jardins de Boboli, é bastante recente, mas conta com uma coleção muito antiga, constituída em grande parte, pela porcelana original dos Granducas Medici, dos Asburgo Lorena e dos reis da casa Savoy. Uma coleção principesca que consiste em peças únicas, criadas para o corte ou recebido como um presente a outros governantes europeus. Ficou fechada por muito tempo e reabriu a poucos dias.

É possível visitar com o mesmo ingresso dos Jardins de Boboli, do Museu degli Argenti, da Galeria del Costume, do Museu da Porcelana e ainda usufruir para ir ao Jardim Bardini. Compre aqui.

8. Museo delle Carrozze:

Foto: Wikipedia Commons

Foto: Wikipedia Commons

No Museu das carruagens estão expostos algumas das esplêndidas carruagens e outros meios de transporte pertencentes à corte dos Granducas e dos reis da Itália, que datam dos séculos XVIII e XIX. As carruagens ainda estão perfeitamente decoradas com esculturas maravilhosas, douraduras e painéis pintados com paisagens típicas da moda da época. O Museu a mais de 8 anos se encontra fechado esperando a reforma de um novo local de exposição no Palácio.

9. Um “plus”, o Giardino Bardini:

Giardino Bardini

Giardino Bardini

O Jardim Bardini é um jardim histórico de Florença, na área Oltrarno, pertencente à Villa Bardini. Ele cobre uma grande área montanhosa nas encostas do Piazzale Michelangelo, entre a Piazza dei Mozzi, Via de ‘Bardi, à Via San Giorgio di Belvedere (com duas entradas), em uma área total de cerca de 4 hectares.

A parte mais cênica do jardim é a grande escadaria barroca e que oferece uma vista espetacular da cidade. Possui seis fontes decoradas com mosaicos, jardim de rosas e lírios, bem como hortênsias e outras plantas decorativas, além de um teatro verde, duas grutas e um Kaffeehaus. 

Desde 2013, faz parte do circuito do Palazzo Pitti, com ligação com os Jardins de Bovoli. Eu adoro relaxar e conversar com os amigos no bar do Kaffeehaus dali, veja aqui, ja falei sobre ele.

Informações:
Fechamento segundas, réveillon, natal  e 1 de maio.
Horário: das 08:15 as 18:50 – bilheteria fecha as 18:30.
Ingresso: depende do número de museus visitados ao interno.
Galleria d’Arte Moderna + Galleria Palatina + Appartamenti Reali =  € 16,00
Musei degli Argenti + Giardino di Boboli + Museo del Costume + Museo delle Porcellane + Giardino Bardini =  € 13,00

 

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Este texto faz parte da Blogagem Coletiva, realizada pela RBBV (Rede Brasileira de Blogs de Viagem) em comemoração ao #MuseumWeek 2016, que vai do dia 28/03 ao dia 03/04. Portanto veja nos outros blogs da rede, outros museus tratados, listados abaixo por região:

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